Vamos lá:
10. A Saga Crepúsculo: Amanhecer - Parte 2
Como este era esperado apenas pelos fãs ávidos, o tombo não foi grande para todos - só para eles.
Não que o livro ajude: eles passam o tempo todo se preparando para uma batalha que não acontece. A maneira que os produtores escolheram transportar isto para o filme, em forma de blefe, também não agradou.
Quem pensa que a franquia teria um final machadiano, no estilo 'a guerra leva à paz', foi completamente enganado. Assim como 'A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 1', a segunda parte foi um entretenimento pipoca e adolescente, que deixou apenas os fãs da saga satisfeitos.
Por fim, a guerra entre os fãs e os haters no mundo real foi muito mais interessante que a guerra do filme.
9. Battleship - A Batalha dos Mares
Uma das maiores apostas da Universal Pictures para 2012, 'Battleship - A Batalha dos Mares' afundou - como no jogo Batalha Naval.
Nem como Blockbuster funcionou essa adaptação do famoso jogo Battleship, dirigida por Peter Berg (Hancock) e estrelada pelo pé-frio Taylor Kitsch (John Carter),Alexander Skarsgård (Melancolia), Liam Neeson (Desconhecido) e a cantoraRihanna.
O longa narra a invasão da Terra por alienígenas e uma batalha onde os terráqueos estão em desvantagem. Kitsch é Hooper, um jovem rebelde sem muitas pretensões, que é levado para a Marinha pelo irmão (Skarsgård). Sua imaturidade e egoísmo faz com que todos a seu redor desacreditem dele. Mas é colocado à prova, em uma batalha contra alienígenas. A narrativa se apóia em clichês do gênero e em uma trilha sonora potente, ora com clássicos do rock ora original.
No mais, Battleship - A Batalha dos Mares é um festival de clichês que não funcionam.
8. Resident Evil 5: Retribuição
Dirigido pelo cineasta inglês Paul W.S. Anderson 'Resident Evil 5: Retribuição' dá um show na sua abertura em slow down, trocando de perspectiva (totalmente inversa), de trás pra frente. São 5 minutos empolgantes, a desconstrução dos fatos é inteligente e marcante. Pena que de coisas boas (fora a presença sempre bela de Milla Jovovich), só isso.
O lado positivo? Foi bem menos pior que 'Resident Evil 4: Recomeço'.
Na trama, voltamos a ser guiados por Alice (personagem da belíssima ucraniana Milla Jovovich) em uma luta, dessa vez, a favor de um movimento de resistência da raça humana contra os poderosos trunfos da Corporação Umbrella. Alice e sua roupa masoquista mais os humanos que restaram se envolvem em uma guerra implacável contra aliens, mortos-vivos, parasitas que soltam balas pelas unhas, clones e muitas outras criaturas do mal.
7. Anjos da Noite 4: O Despertar
Em 'Anjos da Noite 4: O Despertar', a vampira Selene (Kate Beckinsale) acorda após ser mantida em estado de coma durante doze anos, e descobre que tem uma filha, chamada Nissa.
Este é o enredo. Ou a falta de enredo. A produção começa e termina sem adicionar nada à franquia, deixando apenas a bela Kate Beckinsale, que viveu a vampira Serena nos primeiros dois filmes da franquia, brilhar.
Com pouco tempo de duração, a história deixa a desejar. Vale apenas à pena para assistir Beckinsale em seu uniforme de couro. Sequência totalmente desnecessária, que afundou a franquia.
6. Sombras da Noite
O cineasta Tim Burton parece estar sofrendo de crise criativa nos últimos anos. Em 'Sombras da Noite', ele conta a história de um vampiro - interpretado por Depp - que depois de 200 anos enterrado volta ao lar que sua família "construiu com sangue".
Mesmo sendo um longa com personagens interessantes, a trama esbarra em esquinas já visitadas pelo diretor. No fim, o que deveria ser uma de suas melhores produções, encerra como um filme confuso e bagunçado. Nem mesmo o gênero é bem definido, esbarrando no suspense, comédia, terror... Triste ver um diretor tão talentoso totalmente perdido.
O longa marca a oitava parceria entre Depp e Burton, e também a mais fraca delas: 'A Fantástica Fábrica de Chocolates', 'A Noiva Cadáver', 'Ed Wood', 'Edward - Mãos de Tesoura', 'A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça', 'Sweeney Todd' e 'Alice no País das Maravilhas'.
5. John Carter: Entre Dois Mundos
O fracasso gigantesco de 'John Carter: Entre Dois Mundos' causou a demissão de Rich Ross, presidente da Disney. Mundialmente, o filme arrecadou US$ 269,8 milhões.A adaptação cinematográfica de 'A Princesa de Marte' (John Carter de Marte) precisava arrecadar, no mínimo, US$ 700 milhões mundialmente para render lucro à Walt Disney. O orçamento do projeto foi de altíssimos US$ 250 milhões, sem contar nos gastos de marketing.
A adaptação da história, escrita há 100 anos, é o grande problema da produção. Com um roteiro cheio de furos e passagens que são explicadas superficialmente, a missão do protagonista e seus motivos não convencem e a trama fica embaralhada.
Na contramão do roteiro confuso, a direção de Andrew Stanton ('Procurando Nemo') é magnânima. Com sets gigantescos e efeitos especiais de primeira, o diretor mostra segurança ao dirigir atores de carne-e-osso, e consegue criar cenas mirabolantes e um visual detalhista e convincente. Em muitos momentos, você realmente acredita estar em Marte.
John Carter (Taylor Kitsch) é inexplicavelmente transportado para Marte, onde se vê envolvido em um conflito de proporções épicas entre os habitantes do planeta, incluindo Tars Tarkas (Willem Dafoe) e a atraente Princesa Dejah Thoris (Lynn Collins). Em um mundo à beira do colapso, Carter descobre que a sobrevivência de Barsoom e de seu povo está em suas mãos.
4. Prometheus
Desculpe o trocadilho, mas Prometheus prometeu e não cumpriu.
O visionário diretor Ridley Scott retornou ao gênero que ele ajudou a definir, criando um épico de ficção-científica original em um dos lugares mais perigosos do universo. Só que não!
Com uma trama que referencia seu outro sucesso icônico Alien, Prometheus mostra - num futuro não tão distante, a busca dos humanos por seus criadores. Num planeta estranho, uma tripulação dirigida por Meredith Vickers (Charlize Theron), composta pelo robô David (Michael Fassbender), pela arqueóloga Elizabeth Shaw (Noomi Rapace) e outros personagens que perdem sua importância no decorrer da narrativa. Toda a tecnologia que não existia na época de seu auge criativo, se tornam fundamentais na produção deste último. Mas isso não torna Prometheus tão importante quanto as jóias do cineasta.
3. O Vingador do Futuro
A refilmagem da já clássica ficção-científica estrelada por Arnold Schwarzenegger e dirigida pelo "mestre" Paul Verhoeven decepcionou.
Essa nova versão centra-se no ator Colin Farrell que vive o papel do protagonista (Douglas Quaid) e que concorria ao papel principal com os astros Tom Hardy (A Origem) e Michael Fassbender (Bastardos Inglórios). No final, venceu a "concorrência" o ator menos qualificado e com isso o filme já sai perdendo bastante em sua disputa com o seu antecessor.
A produção termina decepcionando, especialmente porque vende um produto que não é compatível com o filme apresentado. A idéia deste remake parecia muito legal, uma história que hoje pode ser contada de uma maneira mais próxima aos contos de Dick justamente por causa das possibilidades que o avanço dos efeitos especiais podem proporcionar. Mas o que parecia muito promissor no papel termina sendo engolido por um excesso de ação desenfreada e uma das principais questões do 1° filme: o questionamento fantasia-realidade se torna muito sutíl e em alguns momentos até inexistente.
2. O Legado Bourne
A trilogia Bourne se tornou uma das mais prestigiadas séries cinematográficas da atualidade, e uma franquia extremamente cultuada. A forma como os responsáveis (os diretores Doug Liman e Paul Greengrass, e o roteirista Tony Gilroy) trataram o material original, com seriedade e complexidade, salpicando o texto com cenas de ação críveis de tirar o fôlego, se mostrou uma receita eficiente, e uma fórmula vencedora. Tanto que podemos dizer que Bourne influenciou sua influência. James Bond entrou na era Craig com cenas de ação verossímeis, mais interessado em sua trama, e no aprofundamento de seus personagens. No entanto, não há como esconder o sentimento de que a investida de fôlego novo na série Bourne é um tremendo caça-níquel.
O resultado final é que “O Legado Bourne” provavelmente não se manteria de pé como projeto solo, se não fizesse parte de uma franquia estabelecida e querida.
1. O Espetacular Homem-Aranha
Um dos personagens mais populares do mund voltou às telonas quando um novo capitulo de sua saga foi revelado em 'O Espetacular Homem-Aranha'. Focando numa história ainda não revelada, que traz um novo lado da vida de Peter Parker, o novo filme foi estrelado por Andrew Garfield, Emma Stone, Rhys Ifans, Denis Leary, Campbell Scott, Irrfan Khan, com Martin Sheen e Sally Field.
Na promessa de fazer o mesmo sucesso que a ótima trilogia dirigida por Sam Raimi, o filme decepcionou. Apesar de ser mais fiel aos quadrinhos, o reboot teve um roteiro chulo e cheio de furos, que prometem ser explicados na sequência.
'O Espetacular Homem-Aranha' não foi um filme ruim, mas desnecessário. Por fim, aumentou a sensação de: "Precisava?".
O Espetacular Homem-Aranha é a história de Peter Parker (Garfield), um estudante rejeitado por seus colegas e que foi abandonado por seus pais ainda criança, sendo então criado por seu Tio Ben (Sheen) e pela Tia May (Field). Como muitos adolescentes, Peter tenta descobrir quem ele é e como ele se tornou a pessoa que é hoje. Peter também está começando uma história com sua primeira paixão, Gwen Stacy (Stone), e juntos eles lidam com amor, compromissos e segredos. Quando Peter descobre uma misteriosa maleta que pertenceu a seu pai, ele começa uma jornada para entender o desaparecimento de seus pais – o que o leva diretamente à Oscorp e ao laboratório do Dr. Curt Connors (Ifans), antigo sócio de seu pai. Procurando por respostas e uma conexão, Peter comete um erro que o coloca em rota de colisão com o alter-ego do Dr. Connors, O Lagarto. Como Homem-Aranha, Peter tem que tomar decisões que podem alterar vidas, para usar seus poderes e moldar seu destino de se tornar um herói.
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